Indústria vende até seis meses de produção na Fenit
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sexta-feira, 26 de junho de 1998
Agência Estado 
As indústrias que participaram da 47ª Fenit, encerrada ontem, conseguiram fechar negócios equivalentes a até seis meses de produção. A Hering, por exemplo, maior empresa de confecção do País, estima faturar 25% a mais que na feira passada. A Hering vendeu US$ 12 milhões na 46ª Fenit e projeta para este ano US$ 15 milhões, afirma uma fonte do setor. A Hering produz 5,5 milhões de peças/mês e faturou US$ 277,12 milhões no ano passado.
Os resultados para a Maju foram surpreendentes. A empresa apostou no crescimento do mercado e lançou uma coleção de lingerie masculina e feminina, alcançando um volume de negócios 20% superior à ultima feira. A Maju realizou vendas da ordem de US$ 7 milhões, sendo US$ 1 milhão só no segmento de lingerie, afirma Beatriz Fontenelle, gerente de marketing. A cifra superou as expectativas da empresa, afirma Beatriz.
Roberto Chadad, presidente da Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), diz que o setor deverá ter um aumento na produção da ordem de 4% neste ano sobre 1997. No ano passado foram produzidas 4 bilhões de peças gerando uma receita de US$ 24,12 bilhões.
A Associação Brasileira da Indústria de Tecidos (Abit) contabilizou US 17 bilhões no mesmo período. O segmento obteve uma redução de custos que oscilou entre 20% e 30% após o real, resultando em queda de preço de até 60%, afirma. Pelas suas contas, a 47ª Fenit deverá movimentar R$ US$ 5,2 bilhões ante os US$ 5 bilhões obtidos no ano passado.
Com expectativa de faturamento de R$ 100 milhões para 1998 e uma carta com mais de 4 mil clientes, a Fibra acredita que a participação na feira vai alavancar suas vendas nos próximos seis meses. A presença na mostra faz parte do pacote de ações de marketing da empresa, afirma Angelo Marchiori, diretor comercial. Só em negócios em exportações, 90% deles para o Mercosul, a Fibra espera concretizar algo em torno de R$ 1 milhão.
Este ano a Fenit apresentou 550 expositores e mais de 800 marcas, números 23% maiores em relação ao ano passado. A participação estrangeira também cresceu. Foram 150, 13% a mais que em 97.


