São Paulo - A indústria nunca passou por um Natal com a demanda interna tão aquecida nos últimos 20 anos, segundo a Sondagem Conjuntural da Indústria da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Na pesquisa feita com 1.080 empresas, 37% afirmaram ver a demanda interna como forte. Trata-se do maior nível de respostas positivas desde janeiro de 1987, ano seguinte ao Plano Cruzado, quando 39% deram a mesma resposta.
A demanda interna foi classificada em dezembro como forte por quase o dobro das empresas que tinham a mesma avaliação no mesmo mês do ano passado, quando 18% viam demanda aquecida por seus produtos.
Sazonalmente, o Natal é um período de desaquecimento da indústria, cujo pico acontece entre setembro e outubro, quando as empresas adiantam a produção para atender o comércio no final de ano.
Neste ano, porém, a indústria teve de manter-se a pleno vapor até dezembro para atender tanto a demanda nos últimos dias de 2007 quanto no início de 2008. ''Vamos entrar em janeiro com boas perspectivas. A demanda vai continuar influenciada pelo aumento do emprego, da renda e do crédito'', disse Jorge Braga, coordenador técnico da pesquisa.
Por outro lado, a demanda da indústria para o mercado externo segue estagnada por conta da taxa de câmbio desfavorável. De novembro para dezembro, o número de empresas que viam a demanda externa como forte passou de 15% para 17%, enquanto as companhias que percebiam a demanda como fraca seguiu em 12%.

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