Apesar do racionamento de energia elétrica, que obriga as indústrias das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a economizarem de 15% a 25% do consumo dos meses que serviram de base para a formação da meta, a utilização da capacidade instalada em julho foi de 80,6%. ''As indústrias já contornaram o racionamento, seja comprando geradores, negociando energia no mercado secundário ou racionalizando processos'', afirmou Pio Gavazzi, diretor de infra-estrutura industrial da Fiesp.
''Hoje a crise de energia não é mais o fator chave da diminuição da produção industrial'', afirmou Roberto Faldini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon). Segundo ele, questões como o dólar, a crise argentina e a crise de demanda têm sido mais preocupantes do que o racionamento.
Levantamento da entidade destacou o desempenho de cinco setores industriais em julho. O setor de metalurgia operou, no mês passado, com 81,4% da capacidade instalada. Segundo Faldini, a parada do auto-forno da Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa) para manutenção influenciou o resultado.
Os setores de material de transporte e de produtos alimentares tiveram utilização da capacidade praticamente iguais em julho: 81,3% e 81,2%, respectivamente. Os setores de material elétrico, eletrônico e de comunicação (78,6%) e de material plástico (75, 1%) tiveram os piores desempenhos. ''O primeiro teve um desempenho ruim por causa da diminuição dos investimentos em telefonia e o segundo, devido ao aumento da nafta (matéria-prima para a fabricação do plástico)''. (AE)

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