Indústria têxtil tem rodada de negócios em Londrina
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terça-feira, 11 de novembro de 2003
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
Londrina vai sediar a maior rodada de negócios relativos à moda no Paraná entre hoje e amanhã, com a promoção da 1 Estação Fashion Londrina, no Centro de Eventos (zona sul). Mais de 60 expositores da indústria têxtil da região e pelo menos 13 compradores de oito países estarão presentes no evento criado com o objetivo de conferir visibilidade nacional e internacional às indústrias de vestuário de Londrina. A rodada de negócios é promovida pela Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Sindicato da Indústria de Vestuário do Paraná (Sivepar) e parceiros.
Rodadas de negócios estão programadas para os dois dias de exposição da Estação Fashion Londrina, reunindo compradores de países como Estados Unidos, Canadá, Argentina, Chile e integrantes da União Européia com representantes da indústria têxtil londrinense.
Segundo a coordenadora do evento, Márcia Ivale, não é possível estimar o volume de negócios que poderão ser estabelecidos durante a mostra pois o objetivo é que os contatos sejam estentidos e transformados em relações comerciais de longo prazo. ''Por essa perspectiva é que aguardamos um bom saldo para a feira'', conta Márcia.
Das 63 empresas participantes da mostra, 17 vão promover desfiles (programados para os dois dias do evento) e estarão presentes com exposição da produção em vitrines, nos segmentos infantil, ginástica, praia, moda íntima e jeanswear.
A receptividade dos empresários do segmento têxtil fez com que a organização da mostra se adiantasse, agendando para o ano que vem a segunda edição da Estação Fashion Londrina. ''Muitas empresas que desejavam participar da mostra não conseguiram espaço, o que implica em crescimento para o ano que vem'', acredita Márcia.
Segundo a coordenadora, Londrina é responsável por 25% da produção têxtil do Estado, hoje considerado o segundo pólo confeccionista brasileiro (atrás apenas de São Paulo) com 130 milhões de peças/ano. A moda no município gera um faturamento médio anual em torno de R$ 600 milhões. Na região existem 400 indústrias de confecção, a maioria micro e pequenas empresas, que empregam 12 mil trabalhadores.


