Agência Estado
SÃO PAULO - A 31ª Feira Internacional da Indústria Têxtil (Fenatec), aberta ontem no Parque Anhembi, tem a perspectiva de vender este ano o equivalente a dois ou três meses de produção, mas assim mesmo o setor ainda receia ter um crescimento limitado por causa do efeito das importações asiáticas.
‘‘Se tudo correr bem poderemos faturar cerca de US$ 20 bilhões, mas é possível também que os números deste ano repitam os do ano passado’’, afirma o presidente da Sinditêxtil, Luiz Américo Medeiros. No ano passado, o setor faturou US$ 17 bilhões e investiu US$ 1,5 bilhão em maquinário para se modernizar, reduzir custos e se tornar mais competitivo. Mas, segundo Medeiros, a recuperação é lenta.
A Fenatec está sendo realizada junto com a Bitmex (Feira Internacional de Máquinas Têxteis) que acontece a cada quatro anos e pretende faturar este ano US$ 60 milhões, o equivalente a três meses de produção.
Entre as 250 expositores presentes na Fenatec, que estão apresentando os lançamentos da moda da próxima estação primavera/verão, a maioria - de acordo com o presidente da Sinditêxtil - está mantendo ou reduzindo seus preços. A Braspérola, por exemplo, que está lançando mundialmente o modalino (um tecido com linho e fibra de origem vegetal) tem permanecido com os mesmos preços nos últimos dois anos.

mockup