Indústria têxtil pede o
fim de quotas argentinas
O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Paulo Antonio Skaf, pediu ontem ao ministro das Relações Exteriores, Luiz Felipe Lampreia, a interferência do governo para eliminar as restrições às vendas do setor impostas pela Argentina. Skaf afirmou que sentiu ‘‘clima de dedicação e muito empenho’’ do Itamarati em lutar para o fim das barreiras.
‘‘A Resolução 861 fere os princípios básicos do Tratado de Assunção, que criou o Mercosul. Pelas regras, países parceiros do bloco não podem impor qualquer tipo de salvaguarda. É como no futebol, não se pode mudar as regras depois de o jogo começar. Caso contrário gera-se uma confusão generalizada e a partida acaba’’, compara Skaf.
Segundo ele, a ‘‘teimosia’’ da Argentina deve ser combatida de maneira ‘‘forte’’ pelo governo brasileiro. ‘‘Não tenho a menor dúvida de que o Brasil vai reagir com vigor.’’
De 1996 a 1998 a Argentina obteve um superávit de US$ 250 milhões no comércio entre os dois países. Dos US$ 500 milhões em exportação de têxteis, que fez a Argentina, vendeu US$ 350 milhões (ou 70%) para o Brasil.
Na outra mão, o Brasil destina cerca de 25% de suas exportações para a Argentina. ‘‘Espero que prevaleça o bom senso e o governo argentino reveja a posição que está tomando’’, diz Skaf.

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