Indústria teve o pior desempenho
Curitiba - Um dos setores que mais contribuiu negativamente para o resultado do PIB foi a indústria que caiu 2,5% de abril a junho contra o primeiro trimestre do ano. Já o setor de serviços, o de maior peso, avançou 0,7% na mesma base de comparação. A agropecuária registrou expansão de 4,9% do primeiro para o segundo trimestre.
Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias, item mais importante nessa leitura, subiu 0,6% na comparação com o primeiro trimestre. O investimento, por seu turno, caiu 0,7%. O consumo do governo avançou 1,1%.
Já as exportações caíram 3,9%, enquanto as importações (que são descontadas do cálculo do PIB, por refletiram uma produção realizada fora do país) cresceram 1,9%.
O economista da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher, disse que a economia não está mostrando nenhum sinal de recuperação da velocidade de crescimento. Para ele, o resultado da indústria no segundo trimestre foi reflexo da concorrência com os importados, da alta da carga tributária e da desaceleração da economia nos mercados externo e interno. Para ele, a saída seria haver mais incentivos para investimentos na indústria e um volume maior de investimentos públicos. ''Os investimentos em infraestrutura teriam que ser além da necessidade'', destacou.
Para ele, o que salvou o PIB no primeiro semestre foi a safra agrícola. Ele destacou que o resultado da indústria no segundo trimestre é consequência do governo ter incentivado mais o consumo e não a produção e a infraestrutura. Outro agravante foi o real valorizado que levou a importar mais. E com o baixo crescimento das grandes economias mundiais, o Brasil não consegue exportar produtos industrializados.
Comparações
Em relação ao segundo trimestre de 2011, o PIB cresceu 0,5%, num ritmo menos intenso em razão da crise externa e do seu contágio na economia do País. Na mesma base de comparação, o primeiro trimestre havia registrado expansão de 0,8%.
O resultado reflete a queda de 2,4% da indústria, a expansão de 1,5% dos serviços e da alta de 1,7% da agropecuária. No que tange aos dados da demanda, o consumo das famílias teve alta de 2,4%. Já o investimento caiu 3,7%. (A.B.)





