Indústria terá redução gradual de tarifas
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segunda-feira, 23 de junho de 2003
Paula Puliti<br> Agência Estado 
São Paulo Os setores industriais mais sensíveis à abertura comercial resultante da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), como o de eletroeletrônicos, papel e celulose, bens de capital e petroquímico, deverão contar com um período de 10 a 15 anos de redução tarifária gradual, o que lhes garantirá tempo suficiente para se tornarem mais competitivos, mesmo que o acordo entre em vigor em 2005.
O diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Júlio Sérgio Gomes de Almeida, acredita que, para a indústria, não há muita diferença se as negociações resultarão em uma Alca light (sem temas sensíveis como agricultura e aço) ou em um acordo Mercosul/EUA (quatro mais um). ''A indústria vai estar dentro da Alca de qualquer forma. Por isso, a desgravação tarifária deve ser diferenciada por setor'', diz.
O diretor da Fiesp Maurice Costin concorda e vai além. Para ele, a redução tarifária gradual é fundamental para permitir que a indústria se prepare para a competição, mas a melhora da competitividade depende de fatores internos: mudanças nas leis tributárias e oferta de crédito em níveis compatíveis com o exterior, por exemplo. ''Isso, vamos discutir entre nós'', afirma. Almeida ressalta que os setores industriais mais sensíveis à abertura comercial são aqueles intensivos de capital.


