Indústria sofre com automação
Rio de Janeiro - A gerente do IBGE Isabela Pereira lembra que a indústria sofre com mais intensidade o efeito da tecnologia conhecido como ''ladrão de emprego'', traduzido da melhor forma pela automação. Mas, ao mesmo tempo, também puxa novas ocupações, muitas vezes na própria indústria. Como ilustra o caso do engenheiro químico, Newton Ciabotti Freitas, gerente Industrial da Poland Química.
Há dez anos, a empresa desenvolve projetos para que a Petrobras substitua produtos petroquímicos importados, como anticorrosivos e anti-espumantes, por similares nacionais. Recentemente, com o embalo da indústria de agribusiness, a empresa se voltou também para este setor.
''O Brasil vem batendo recordes na produção de soja, mas os inseticidas e fungicidas que usa ainda são importados. Estamos desenvolvendo projetos para suprir esta carência nacional. Acredito que dentro de cinco ou sete anos já tenhamos capacidade tecnológica semelhante a dos fornecedores internacionais'', diz Freitas, informando que está sendo montada uma base industrial no Mato Grosso para atender a potenciais clientes nos segmentos de soja, milho e algodão. (AE)





