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Indústria retoma liderança na criação de vagas de trabalho no Paraná

Setor foi responsável por 48% do total de novos postos de trabalho abertos em março, sendo o setor de alimentos o que mais contratou

Reportagem local
Reportagem local

A indústria foi o segmento da economia que mais abriu vagas em março no Paraná. O saldo (contratações menos as demissões) ficou em 5.572 novos empregos. O setor responde por 48% do total de contratações no período. Somando o resultado de todas as atividades, o estado criou 11.507 postos de trabalho no mês. O comércio ficou em segundo lugar, com 2.068 novas admissões, seguido por construção civil (1.884), agropecuário (1.319) e serviços (664). As informações foram divulgadas hoje (28/4) pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). As informações são da Agência Fiep.


 

Indústria retoma liderança na criação de vagas de trabalho no Paraná
iStock
 


O desempenho da indústria em março impressiona, no comparativo com o mesmo mês de 2020. Foi 27 vezes maior. Isso porque no ano passado várias atividades foram totalmente paralisadas por conta do início da pandemia no Paraná. Já em relação a fevereiro passado, houve queda de 41% nas contratações. No mês anterior a indústria havia empregado 9.471 pessoas. Mesmo diante de números positivos, o Paraná foi só o sexto estado no ranking nacional de empregos em março. Ficou atrás dos vizinhos do sul. Santa Catarina contratou 20,7 mil trabalhadores e, Rio Grande do Sul, 17,7 mil. No Brasil foram abertas mais 184 mil novas vagas em março.


“Em março de 2020, a pandemia ainda era um tema desconhecido das autoridades e dos agentes econômicos e ainda não se sabia muito bem como lidar com a situação”, avalia o economista da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Evânio Felippe. Este ano, mesmo diante de um cenário de piora nos números da Covid 19 no estado, a atividade industrial foi considerada essencial. “As empresas estão operando com algumas restrições. Mas, seguindo os protocolos de segurança sanitária, podem manter suas linhas de produção operantes, garantindo esse desempenho bem acima do registrado no ano passado”, justifica o economista.


De acordo com Felippe, este ano também há a vantagem do aprendizado acumulado. “Hoje temos regras rígidas para controle do contágio nas linhas de produção, o que garante a manutenção das atividades e um impacto bem menor na economia e no mercado de trabalho do que há um ano”, completa.


Dos 24 setores da indústria avaliados, 20 registraram saldo positivo de empregos em março. Alimentos ficou em primeiro, abrindo 1.385 vagas. Confecções e artigos do vestuário ficou em segundo, com 527 pessoas contratadas, seguido de máquinas e equipamentos (490), fabricação de produtos de metal (477), madeira (471) e móveis (335). Já o segmento automotivo fechou 48 postos, seguido por fabricação de outros equipamentos de transporte (-38), bebidas (-26) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-3).


Acumulado

No resultado acumulado neste primeiro trimestre de 2021, o saldo da indústria é positivo em 24.327 novas contratações. Crescimento de 87% em relação a igual período do ano passado. O Paraná acumula saldo positivo de 78,5 mil novas contratações no período, somando todas as atividades. Um crescimento expressivo de 137% em relação ao primeiro trimestre de 2020.


“Os dados de hoje apontam para um comportamento positivo no mercado de trabalho na indústria em relação a 2020, confirmando a tendência de crescimento que se intensificou a partir do meio do ano passado até agora”, justifica Felippe. Mas ele alerta sobre alguns pontos de atenção que devem ser observados para que essa trajetória de recuperação se mantenha.


“Em relação a fevereiro, a taxa percentual de criação de vagas desacelerou, o que já é um reflexo da segunda onda da Covid 19, que afetou o estado. Outro ponto é que os dados de março ainda não captaram o impacto do lockdown decretado no estado a partir da segunda quinzena do mês, quando várias atividades foram paralisadas. É preciso continuar acompanhando os números nos próximos meses para avaliar como será o comportamento da atividade produtiva no Paraná daqui em diante”, conclui.

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