Indústria reivindica recurso para educação no PR
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sexta-feira, 30 de maio de 2008
Edson Pereira Filho<br>Reportagem Local 
A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) está desencadeando em todo estado encontros com lideranças empresariais com o objetivo de elaborar propostas de política industrial. Os encontros propiciarão a entrega de um documento, de diversos setores da indústria às autoridades municipais, estaduais e federais. A reivindicação central nas primeiras reuniões tem sido voltadas aos investimentos em educação para formação de mão-de-obra especializada para toda indústria paranaense.
As reuniões de lideranças empresarias já aconteceram nas cidades de Ponta Grossa e Cascavel. Curitiba e Maringá serão as próximas. Na etapa de Londrina, ontem, 15 sindicatos empresariais de diversos setores, entre eles, metalurgia, construção civil e vestuário debateram os rumos da indústria para os próximos quatro anos. As propostas surgidas deste encontro serão entregues aos candidatos às eleições municipais ainda este ano.
Este movimento todo da indústria acontece no momento em que o Brasil recebe da agência Fitch Ratings, o segundo grau de país seguro para investidores internacionais. O primeiro foi dado pela agência Standard & Poor's, há menos de um mês. ''Isso é uma notícia muito boa, vai ajudar na promoção de investimentos no País. Temos que celebrar esta vitória'', calcula Rodrigo da Rocha Loures, presidente da Fiep.
Loures ressalva que é necessário que o Estado do Paraná se prepare para estes investimentos. Segundo ele, o País, assim como o Paraná, carece de uma boa infra-estrutura educacional. ''Nosso sistema universitário é muito deficiente'', critica. Ele pondera que ter ''confiabilidade'' de investimentos externos não basta, é necessário haver políticas públicas que favoreçam a atração destes investidores.
O líder dos empresários aponta que são necessárias ainda, melhorias como a reforma tributária, a revisão da legislação trabalhista, desburocratização do estado brasileiro, na infra-estrutura dos portos, dos aeroportos e das ferrovias, além de investimentos na área de saneamento básico.
O plano de política empresarial elaborado nestes encontros será consolidado num documento, durante o Congresso da Fiep, em março do ano que vem. ''As nossas diretrizes serão encaminhadas para autoridades no plano federal, estadual e municipal e para os partidos políticos'', explica Ary Sudan, coordenador da Fiep em Londrina.
Educação
A falta de especialização de mão-de-obra está fazendo com que a Fiep leve como proposta central para autoridades do Paraná, o incremento e otimização dos recursos materiais e humanos na área de ensino. Sudan lembra que está faltando mão-de-obra no Brasil todo e constata que há também uma migração destes trabalhadores especializados devido ao assédio de indústrias de outros estados. ''Nós também temos que nos adequar até salarialmente'', declara o coordenador, explicando que a indústria de fora leva bons profissionais por causa do salário oferecido.


