Agência Estado
Do Rio
A pesquisa regional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem, apontou aquecimento, em outubro, no ritmo de atividade industrial na maioria das oito regiões brasileiras pesquisadas, incluindo o Paraná (com expansão de 6,5%). A Região Sul (+6,7%) também cresceu além da média brasileira, que ficou em 2,5%. A produção do Espírito Santo liderou o ranking em outubro, com expansão de 19,6% frente ao ano passado. No ano, o Estado acumulou um crescimento de 7,9%. ‘‘A região reúne muitas fábricas de minério de ferro e siderurgia, empresas tradicionalmente exportadoras’’, explica Reginaldo Bethencourt Carvalho, economista do Departamento de Indústria do IBGE.
Paraná é um dos oito Estados com média de expansão superior à brasileira em outubro: 6,5%. Região Sul cresceu 6,7%
As indústrias mineiras e do Rio também apresentaram bom desempenho em outubro. Em Minas, houve expansão de 7,9% na produção, enquanto a do Rio aumentou 4,1%. ‘‘As duas têm um peso grande na contabilidade total da indústria e ficaram acima da média geral’’, acrescenta Carvalho. No caso do parque fluminense, a expansão está concentrada na extrativa mineral, basicamente exploração de petróleo. Enquanto a extrativa cresceu 19,6% no período, a indústria de transformação ainda amarga uma retração de 4%.
A indústria paulista voltou a crescer em outubro frente ao mesmo período do ano passado depois de 14 meses consecutivos de queda. A expansão de 1,1% na produção local ainda ficou abaixo dos 2,5% verificados pela média geral do setor no período, mas já indica uma recuperação do principal centro industrial do Brasil. ‘‘O Estado conseguiu interromper o movimento negativo e a tendência agora é que permaneça nessa trajetória’’, diz Carvalho. No ano, o setor ainda acumula uma queda de 6,4% ante o mesmo período de 1999.
O IBGE previu um aumento no nível de atividade para os últimos dois meses, o que levaria a produção paulista a encerrar o ano com retração inferior a 5%. O melhor desempenho de São Paulo trouxe um alívio para o setor. O Estado responde atualmente por cerca de 45% da indústria brasileira. Carvalho explica que o desempenho paulista foi uma das razões do crescimento da indústria em geral nos últimos meses. ‘‘Antes, o Estado era um dos que mais puxavam para baixo a produção nacional.’’ A reação refletiu efeitos estatísticos por conta da base de comparação deprimida em alguns dos principais segmentos, como na indústria metalúrgica, minerais não-metálicos e material de transporte. Carvalho diz que o último item cresceu 4,4% frente a outubro do ano passado e foi beneficiado também pelo incremento na produção de automóveis.
As exportações contribuíram para o reaquecimento da indústria paulista, especialmente de metalurgia, com expansão de 4,8% em relação ao mesmo período do ano passado. ‘‘O câmbio mais favorável está estimulando as vendas externas em vários setores da indústria paulista e também nacional’’, diz Carvalho. Outros destaques foram a expansão de 5,2% no ramo de produtos alimentares, de 19,1% no de bebidas e de 9,1% de vestuário.

mockup