Indústria reduz oferta de emprego em 1,6%
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de julho de 2002
Vânia Casado<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O emprego industrial no Paraná registrou queda de 0,3% em maio deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Apesar de negativo, o desempenho está acima da média registrada no País, que acusou uma redução de 1,6% nos empregos industriais, no mesmo período. A pesquisa foi feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que colocou o Paraná como o terceiro Estado que mais gerou empregos por causa do crescimento da agroindústria e da produção e processamento de álcool.
Comparando-se maio com abril deste ano, o Paraná registrou crescimento de 0,5% no nível de emprego, superior à média nacional de 0,4%. Contribuíram para a elevação do emprego no Estado efeitos sazonais gerados pelo setor do vestuário, que criou entre 3% a 4,5% mais empregos em comparação com o mês de abril. Os setores de refino de petróleo e produção de álcool, geraram 12,1% a mais de empregos em comparação com o mês anterior. No Paraná, a atividade alcooleira é mais forte.
No setor agroindustrial do Paraná, a indústria de alimentação e bebidas proporcionou um crescimento de 10,8% na taxa mensal de emprego, explicou a técnica do IBGE, Isabela Nunes Pereira. Esse segmento vem apresentando uma expansão maior que outros setores. Já o emprego na indústria automobilística está em queda em todo o País ''e também no Paraná''.
Para a técnica do IBGE, Mariana Rebouças, a queda no nível de empregos no País, em maio, foi provocada pela redução dos investimentos em telecomunicações e pela crise na indústria automobilística. Segundo ela, a redução do emprego industrial está refletindo a desaceleração da atividade e agravando a perda do poder de consumo, já que houve redução também no valor da folha de pagamento e no número de horas pagas.
Os segmentos de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações, por exemplo, apresentaram queda no emprego de 14,3% no período, refletindo a diminuição abrupta dos investimentos das empresas de telecomunicações após a antecipação das metas estabelecidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
No caso da indústria de meios de transporte (-4,1%), Mariana explicou que as maiores quedas ocorreram nos principais parques fabris automotivos (São Paulo, Minas Gerais e Paraná) e estiveram focalizadas especialmente nas fábricas de autopeças, abaladas pelas reduções de encomendas das montadoras. A produção de material de transporte também registrou queda significativa em maio (-12,9%). (Com agência Estado)


