Rio - O cenário de elevadas incertezas e baixas expectativas de produtores e consumidores explica o mau desempenho do principal parque industrial do País na passagem de junho para julho, segundo Bernardo Monteiro, analista da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A indústria de São Paulo registrou uma queda de 1,1% na produção em julho ante junho, de acordo com os dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional.

A produção industrial recuou em oito dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de junho para julho deste ano. Além de São Paulo, as maiores quedas foram observadas em Goiás (2,1%), Paraná (1,3%) e Minas Gerais (1%). Juntos, os quatro Estados detêm mais de 60% de toda a produção industrial brasileira.

Também tiveram quedas acima da média nacional (0,2%), os Estados do Mato Grosso (0,9%) e do Rio de Janeiro (0,3%). Outros recuos foram observados no Ceará e em Pernambuco, ambos de 0,2%.

O movimento sucede à alta de 14,3% de junho, registrada após a queda de 11,8% de maio. As oscilações acentuadas foram consequência da greve de caminhoneiros, que resultou em bloqueio de estradas ao longo de 11 dias ao fim de maio.

"A produção paulista continua com crescimento gradativo em relação a bases de comparação anteriores", afirmou Monteiro. O pesquisador ressalta, porém, que as perdas foram disseminadas entre as 18 atividades investigadas no Estado. A indústria local opera 17,3% abaixo do pico de produção registrado em março de 2011.

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