Arquivo FolhaProduzindoO nível de atividade industrial reagiu em janeiro: pessimismo em relação à crise foi exageradoA previsão de queda na atividade industrial neste primeiro trimestre, por causa das altas taxas de juros e dos reflexos da crise asiática, não se confirmou. O Indicador de Nível de Atividade (INA) de janeiro, divulgado ontem pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), mostrou crescimento de 2,9% em relação a dezembro do ano passado e de 3,8% comparado ao primeiro mês de 97.
Embora o índice ainda esteja 3,2% abaixo do de outubro de 97, antes de o governo dobrar os juros e lançar o pacote que aumentou impostos, os técnicos da Fiesp reconhecem que houve um pessimismo exagerado com a crise. ‘‘A previsão de pânico que se instalou com a queda nos mercados asiáticos acabou não se confirmando , admitiu Boris Tabacof, diretor da Fiesp.
Segundo ele, as vendas do comércio acima das expectativas no final do ano passado levaram a uma retomada forte de pedidos à indústria para a reposição de estoques neste início de ano. Até mesmo os setores de bens duráveis, como eletroeletrônicos e veículos, que vinham apresentando forte tendência de queda desde novembro de 97, começam a apresentar sinais de recuperação.
As indústrias automobilística, de autopeças, eletroeletrônica e de alimentação devem crescer neste mês em relação a janeiro. O bom desempenho da indústria paulista no mês passado - as vendas reais também cresceram 5,9% em relação a dezembro e 2,5% diante de janeiro de 97 - já faz a Fiesp prever um ano melhor.

mockup