Indústria quer reduzir alojamento
Vânia Casado
De Curitiba
As indústrias abatedoras de aves do Sul do país estão pensando em reduzir o volume de alojamentos de pintinhos para ajustar a produção à demanda de mercado, o que pode abrir espaço para uma nova alta no preço do frango. A alternativa ainda está na intenção, mas revela a disposição das indústrias em minimizar as dificuldades de caixa geradas pela queda no preço do frango, que variou entre 30% a 40% entre os meses de janeiro e fevereiro.
O frango abatido e resfriado que chegou a ser vendido pelas indústrias por até R$ 1,50 o quilo em dezembro, no auge do período de escassez de milho, agora está sendo ofertado em torno de R$ 1,15 o quilo. A redução foi provocada pelo recuo no consumo de frango por ocasião das férias e pela queda no preço do milho, principal insumo da avicultura. Só no Paraná são abatidas em torno de 48 milhões de cabeças de frangos por mês e durante os meses de janeiro e fevereiro o mercado absorveu cerca de 46 milhões de cabeças, informou a Avipar - Associação dos Abatedouros Avícolas do Paraná.
O diretor executivo do órgão, Ícaro Fiechter, lembrou que apesar da queda no preço do milho com a entrada da safra, as indústrias continuam administrando seus custos com dificuldades. O frango vivo está sendo vendido às indústrias em torno de R$ 1,00 o quilo, sendo que a margem entre o frango vivo e o abatido está muito estreita, aponta. Para Fiechter, a margem de rentabilidade do setor varia de empresa para empresa. Aquelas que conseguem agregar valor com a oferta de cortes diferenciados ou a industrialização conseguem uma margem maior, disse.





