Indústria quer incentivo para carro bicombustível
Agência Estado
De São Paulo
Um dos pontos que estão sendo negociados entre as montadoras e o governo federal no programa de renovação da frota é o incentivo para a produção de carros bicombustível no País. Fabricado pela Volkswagen, GM e Ford no exterior, o automóvel é adaptado para álcool, gasolina ou os dois juntos. A plataforma de fabricação é a mesma do carro comum, não sendo necessário novo investimento da montadora. O tema foi um dos pontos abordados ontem, no seminário do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT-USP), em São Paulo, sobre automóveis bicombustível.
As montadoras defendem uma sobrevalorização do carro velho quando o consumidor optar pela compra de um bicombustível a partir de mil cilindradas (1.0).
Segundo o gerente de engenharia de projetos da GM, Henrique Basilio Pereira, o custo a mais do novo carro fica por conta do analisador de combustível, que reconhece o teor da mistura utilizada. Se o governo der o incentivo, colocamos a tecnologia no mercado, imediatamente, afirmou.
A GM usou a tecnologia flexi-fluel (combustível flexível) em um protótipo do Ômega brasileiro, em 1994. Mas o projeto não foi adiante por falta de demanda e incentivos do governo, explica ele.
A tecnologia utilizada para que um carro possa ser abastecido com álcool ou gasolina consiste de um motor com injeção eletrônica desenvolvida pela Robert Bosch, provido de um sensor que analisa a mistura de combustíveis no tanque. O sensor mede o teor de oxigênio e calibra o motor a fim de melhorar a queima do combustível.
Com isso, o consumidor poderá escolher o combustível mais econômico, conforme a oscilação dos preços do petróleo no exterior e do álcool no mercado interno. Segundo previsão do setor automobilístico dentro de cinco anos, no máximo, esse tipo de carro poderá ser comprado no Brasil.





