Da Redação
O consumo de eletricidade no Paraná registrou um crescimento de 4,1% no acumulado de janeiro a novembro de 1999, em relação ao mesmo período do ano anterior. A maior contribuição para essa taxa de crescimento veio do segmento industrial, setor que consome 40% de toda a eletricidade distribuída no Estado: a variação no ano chegou a 4,9%.
Desde o início de 1999, os quase 3 milhões de clientes atendidos diretamente pela Copel consumiram 14,29 milhões de megawatts-hora (MW/h) de energia, contra 13,73 milhões verificados em 1998. A diferença corresponde ao consumo anual de uma cidade do porte de Maringá.
O impulso na demanda veio com a entrada em operação de indústrias do segmento de material de transportes (montadoras de veículos e suas fornecedoras). O consumo de eletricidade neste setor teve um aumento recorde de 85,4% entre janeiro e novembro. Outros ramos industriais com destaque são os de madeira, que registrou crescimento de 37,5%, indústria da construção civil (29,2%), matérias plásticas (13,5%) e produtos alimentares (7,3%).
No conjunto, ao final de novembro deste ano a Copel atendia diretamente a 43.083 indústrias no Paraná, contra 41.993 estabelecimentos existentes em novembro de 1998. Dentro da classe industrial de consumo, os setores mais significativos em termos de demanda de eletricidade são os de papel, papelão e celulose (atividade que responde por 24,9% do consumo industrial paranaense), produtos alimentares (21,5%) e minerais não metálicos (cimenteiras, principalmente), com 10,4%.
De janeiro a novembro deste ano, o consumo nos setores papeleiro e de minerais não metálicos manteve-se praticamente estável, com variações positivas de 0,6% e 0,7%. Por outro lado, a participação relativa do segmento de materiais de transporte no contexto do consumo industrial da verificado pela Copel quase dobrou em um ano, saltando de 2,6% para 4,5%.
Em termos percentuais, a maior elevação nos níveis de consumo verificada no mercado próprio da Copel se deu no segmento comercial, com 5,5% de crescimento acumulado no ano. No período, os 235 mil estabelecimentos comerciais atendidos diretamente pela concessionária utilizaram 2,18 milhões de MW/h de eletricidade. Em 30 de novembro do ano passado, eram menos de 230 mil pontos de comércio existentes, que consumiram 2,06 milhões de MW/h.
O desempenho do comércio em termos de consumo de eletricidade reflete dois fatos: o elevado número de novas ligações de grandes centros de compra (shoppings e hipermercados), cuja demanda se assemelha a de verdadeiras cidades e a intensificação da prática de abertura do comércio aos domingos.

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