A indústria paranaense fechou o semestre com uma queda de 5,58% nos valores obtidos com a produção vendida ao varejo sobre o primeiro semestre do ano passado. Os dados foram divulgados ontem pelo presidente da Federação das Indústrias do Paraná, José Carlos Gomes Carvalho. Segundo análise feita por Carvalho e pelos economistas da Fiep, o resultado aponta que o empresariado paranaense está trabalhando e vendendo mais, mas a um preço inferior ao do ano passado. O resultado direto é perda no faturamento.
A análise conjuntural da Fiep revela que a queda nas vendas da indústria tem sido uma constante desde agosto do ano passado. A crise no mercado asiático, que provocou o aumento dos juros no País, comprometeu ainda mais o desempenho da indústria paranaense. O mês de junho, no entanto, demonstra que a indústria começa a dar sinais de reaquecimento. As vendas tiveram um resultado positivo de 0,3% sobre o mês de maio. A utilização da capacidade instalada aumentou em sete pontos percentuais, passando a 77%.
O presidente da Fiep ressaltou que o segmento que mais tem crescido no Estado é o das exportações. Em junho, houve um aumento de 17,3% das vendas de produtos paranaenses para outros países, enquanto houve queda de 3,1% para outros Estados e de 1,1% nas vendas dentro do Paraná.
PosseO novo presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Jonel Chede, defendeu ontem a mudança nas regras para emissão de cheques. Ele pediu que o governo federal crie regras mais rígidas para que os bancos liberem talões de cheques aos clientes. A idéia, segundo Chede, é tentar reduzir o volume de cheques sem fundos e como consequência tentar diminuir os índices da inadimplência.
Empresário do setor hoteleiro e siderúrgico, Jonel Chede assumiu a presidência da ACP pelo período de dois anos. Ele substituiu o então presidente Ardisson Akel, que passou a ocupar um cargo de conselheiro da entidade. Além de Chede foram empossados os 20 vice-presidentes e membros dos conselhos deliberativo e superior.

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