Indústria produz 8,8% a mais em janeiro
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sexta-feira, 21 de março de 2003
Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná ocupou o terceiro lugar entre os Estados que apresentaram aumento na produção industrial, registrando crescimento de 8,8% em janeiro de 2003 na comparação com o mesmo mês do ano passado. Esse é o quarto aumento consecutivo no Estado, indicado na pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A indústria paranaense ficou atrás apenas do Espírito Santo, que teve alta de 15,9%, e de Pernambuco, que obteve índice de 8,9%. Os indicadores nos três Estados ficaram bem acima da média nacional de 2,8%.
De acordo com a pesquisa do IBGE divulgada ontem, o crescimento industrial foi registrado em outros quatro Estados: Rio de Janeiro (4,1%), São Paulo (2,6%), Rio Grande Sul (1,5%) e Santa Catarina (0,4%). As indústrias do Ceará (-5,4%), de Minas Gerais (-1,4%) e da Bahia (-0,5%) reduziram a produção em relação a 2002.
Considerando os últimos 12 meses, as indústrias do Espírito Santo e do Rio de Janeiro continuaram registrando as taxas mais elevadas do País 14,7% e 10,1%, respectivamente. Segundo o IBGE, o resultado positivo nos dois Estados se deve, principalmente, aos avanços na extração de petróleo, em papel e papelão (Espírito Santo) e na metalurgia (Rio de Janeiro). Em seguida veio o Rio Grande do Sul, que acumulou crescimento de 4%, apoiado, sobretudo, no desempenho da mecânica e do fumo.
Nos últimos doze meses, o setor industrial do Paraná, com 2,4%, e da região Sul, com 2,1%, sustentaram ritmos de crescimento inferiores ao do total do País (2,7%), assim como Ceará (1,0%), Minas Gerais (0,7%), Pernambuco (0,8%) e região Nordeste (0,2%). As indústrias que assinalaram queda de produção neste no indicador acumulado foram Santa Catarina (-2,6%), São Paulo (-0,9%) e Bahia (-0,5%).
Apesar de obter índice inferior à média nacional em 12 meses, o Paraná foi um dos Estados que mais dinamizaram a produção industrial, aumentando o índice acumulado de 1,2% para 2,4%, entre dezembro e janeiro.
No Paraná, 12 dos 19 ramos pesquisados pelo IBGE, apresentaram aumento de produção. Os principais impactos positivos vieram dos setores de material elétrico e de comunicações (70,4%), material de transporte (56,7%) e madeira (11,8%). Entre os setores que reduziram a produção, as maiores pressões vieram de minerais não metálicos (-3,7%) e têxtil (-16,4%).
Na região Sul, o resultado positivo foi influenciado pelo dinamismo dos setores de material elétrico e de comunicações (33,0%), metalúrgica (15,8%) e química (5,2%). A pressão negativa no índice ficou por conta dos ramos têxtil (-22,0%), produtos alimentares (-2,4%) e produtos de matérias plásticas (-20,8%).


