A empresária Silvana Ciccozzi comemora a inciativa de padronização por tamanho das roupas para o público infanto-juvenil. Ela é dona da Pouca Idade, uma indústria de Londrina que produz roupas para a faixa etária entre 0 a 16 anos, e não vê dificuldades em adotar o novo sistema. ''Na realidade, a gente está sempre se atualizando. Eu trabalho desde o princípio com o pessoal que desenvolve manequins para as faculdades de moda e, por isso, sempre há atualização de manequins''.
Ela afirma também que sua indústria não sofrerá nenhuma mudança tecnológica mesmo de necessidade de qualificação de mão de obra. ''Nossa maior preocupação é estar o mais próximo possível da numeração que facilite para o consumidor comprar a roupa do tamanho que ele precisa. Vamos fazer a adequação necessária assim que eles tenham a numeração exata, mas não será difícil, vai ser até muito bom'', avalia a empresária.
A empresária diz que ainda não tem uma idéia de como será esta padronização na prática porque atualmente cada indústria adota o seu próprio sistema. ''Mesmo com o critério de idade, o problema é que cada confecção trabalha de uma maneira. Provavelmente a padronização deve tomar por base uma criança de tamanho médio, porque tem a criança magra, a obesa...''
Ela também não sabe qual será a nomenclatura a ser utilizada no novo sistema, seguindo o mesmo padrão que já existe para adultos. Para crianças, segundo ela, pode ser um pouco mais difícil de entender. ''Você tem o p, m, g, gg, às vezes, 0, 2, 4, 6; ou p, m, g, gg, 1, 2, 3 e 4''. (E.A.)

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