São Paulo O crescimento da produção industrial de chocolate para a Páscoa de 2006 deve ficar no mesmo patamar que no ano passado. A Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) estima que o aumento na fabricação de ovos de chocolate e derivados este ano seja cerca de 5% em relação a 2005. Até as próximas semanas devem ser fabricadas ao todo 20,4 mil toneladas de chocolate para serem vendidas até 16 de abril.
O incremento na produção de chocolates, segundo previsões da Abicab, deve ajudar o setor a aumentar em 12% o valor vendido este ano. A expectativa é que as vendas das 110 empresas filiadas à Associação sejam de pelo menos R$ 610 milhões. Em 2005, esse valor foi R$ 550 milhões. Além disso, o consumidor vai pagar, em média, 7% mais caro nos produtos na comparação com o ano passado. Porém, o presidente da Abicab, Getúlio Ursulino Netto, explica que este reajuste está no mesmo patamar da inflação do período.
Entre as razões que devem ajudar no crescimento das vendas este ano, segundo Ursulino Netto, está o fato de a Páscoa ser mais tarde do que no ano passado. Em 2005 as vendas já começaram na primeira metade de fevereiro, época em que as pessoas ainda estavam às voltas com as dívidas do começo do ano. ''O aumento do salário mínimo também deve ajudar. Como as condições são favoráveis este ano é até possível que faltem ovos'', afirmou.
A Páscoa já está movimentando a economia desde setembro do ano passado, quando começou a produção. As indústrias filiadas à Abicab contrataram desde o ano passado 25 mil funcionários diretos. Metade destes está sendo empregada agora para a comercialização dos produtos. A Kraft Foods Brasil, que produz os chocolates da Lacta em Curitiba, contratou 1,2 mil pessoas só para a linha de produção no Paraná.
A indústria de chocolate brasileira como um todo, de acordo com dados da Abicab, produziu no ano passado 223 mil toneladas. E a Páscoa possui uma parcela bastante significativa neste total: 8,6%.
O consumidor é fiel à Páscoa e por isso os números se mantêm positivos. Porém, por outro lado, mostram que os tamanhos dos ovos consumidos diminuiu em 2005. Enquanto em 2004 a maior parte, ou seja, 30% dos ovos vendidos foram entre 300 e 500 gramas, ano passado 33% das vendas foram de ovos de até 200 gramas (tamanho pequeno e médio). E a expectativa da indústria é que as vendas aumentem sim, mas não os tamanhos da maioria dos ovos consumidos.

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