O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação de Londrina pretende negociar a colocação dos trabalhadores da antiga fábrica da Skol, desativada há cinco anos, na Companhia Paranaense de Bebidas, que deve começar a operar em agosto próximo. O presidente da entidade, Francisco Carlos Ferreira, pretende contatar os empresários tão logo a indústria comece as obras da fábrica. O diretor-presidente da Caninha Oncinha, Nildo Ferrari, um dos sócios da companhia, aprovou a idéia do sindicato. A nova fábrica deve gerar 250 empregos diretos. O investimento será de R$ 16 milhões.
‘‘Será vantajoso para a empresa que poderá contar com mão-de-obra já especializada’’, afirma o sindicalista. Segundo ele, a contratação desse pessoal também significa redução de custos em treinamento ou na ‘‘importação’’ de pessoal.
De acordo com dados do sindicato, aproximadamente 80 trabalhadores poderiam ser recrutados num prazo de 30 dias. Quando a Skol foi desativada em Londrina, cerca de 370 funcionários foram dispensados. Segundo Ferreira, parte desse pessoal se aposentou ou se mudou da cidade, mas a grande maioria acabou sendo absorvida por outros setores ou pela economia informal.
O sindicalista informou que a instalação da Cervejaria Zanni, em Jataizinho, no ano passado, absorveu parte dessa mão-de-obra. Dos cerca de 100 funcionários, 40 são trabalhadores da antiga Skol. O presidente da entidade disse também que pretende estabelecer uma parceria com a nova cervejaria para incentivar o consumo da bebida que será produzida na cidade. ‘‘O consumidor tem uma característica bairrista, portanto temos certeza que o produto terá um grande mercado na cidade’’, afirmou.
A Companhia Paranaense de Bebidas representa uma parceria entre a Caninha Oncinha, de Ourinhos, e Bebidas Sulamericana, de Toledo. O diretor-presidente da Caninha Oncinha, Nildo Ferrari, disse à Folha, por telefone, que a iniciativa do sindicato é interessante. O empresário informou que já recebeu currículos de trabalhadores do setor, mas afirmou que as contratações só serão feitas após ‘‘algumas definições’’. Os sócios da nova cervejaria devem retornar a Londrina no final do mês para escolher a área que será ocupada pela fábrica. A prefeitura colocou à disposição da empresa quatro terrenos.
Em Londrina, a empresa vai engarrafar as aguardentes Caninha e Telecoteco. A unidade será responsável pela produção das cervejas Spoller, Colônia e Xingu, além dos refrigerantes Spoller e Royal Crow (RC). O RC representa a terceira marca de refrigerante mundial. A empresa detém a franquia para lançar o produto inicialmente no Paraná. Numa segunda etapa, a empresa deverá centrar esforços visando o mercado brasileiro.
A cerveja Xingu, que está sendo produzida em Toledo, terá sua fabricação transferida para Londrina. A bebida, tipo exportação, tem mercado certo no Canadá, para onde já é exportada. A capacidade de produção da nova unidade será de 300 mil caixas/mês.César AugustoFerreira, do sindicato: ‘‘A empresa ganha no treinamento’’Pedro Livoratti

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