Curitiba - A indústria de material plástico do Paraná tem um desafio para este ano: faturar R$ 3,2 bilhões este ano, garantindo um crescimento de 7% na produção em relação ao ano passado. Para chegar a esse resultado, o presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Paraná, Dirceu Galléas, aposta no fornecimento para a indústria automobilística e para o agronegócio.
''Se continuar o aumento das vendas de automóveis no mercado interno e externo e a valorização do dólar dos agronegócios nós também vamos crescer'', diz. Isso ocorre, segundo ele, porque muitas das 600 empresas de plástico do Estado são fornecedoras de embalagens para produtos agrícolas. Outras, ainda, têm inovado cada vez mais para fabricar novos itens para a indústria automobilística.
Segundo Galléas, o setor tem conseguido manter índices de crescimento anual acima da inflação. Comparando o consumo de plásticos a outros países, no entanto, ele acredita que no Brasil o setor ainda poderia crescer 50% a 60%. Um dos desafios é vencer a concorrência dos produtos importados da China, que dominam o setor de brinquedos, com quase 70% dos produtos encontrados no País, e, ainda, das utilidades domésticas, que dominam as lojas de 1,99.
Umas das saídas, para Galléas, é a inovação. ''A indústria brasileira é competitiva e bem instalada'', resumiu ele, durante o V Fórum Sul-Brasileiro do Setor Plástico, realizado ontem em Curitiba, com a presença de empresários dos três estados do Sul e que teve como tema principal justamente a inovação do setor. Para Galléas, um dos caminhos é a busca de novas tecnologias e de formas de gestão das empresas de modo a agregar valores aos produtos.

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