São Paulo – A atividade da indústria paulista caiu 4% em maio em relação a abril. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, a queda foi ainda maior: 4,3%. O mau resultado mudou o humor na Fiesp: a entidade teme que haja retração neste ano. ‘‘Na melhor das hipóteses, estamos andando de lado’’, diz Clarice Messer, diretora da associação que reúne as indústrias do Estado.
Parte da queda em maio ocorreu por conta de distorções na base de comparação: em maio do ano passado, a indústria aumentou a produção para se preparar para o racionamento. O número de dias úteis de abril deste ano também foi maior.
‘‘Mesmo assim, os números mostram um mês muito ruim para a indústria’’, afirma Clarice. Segundo a diretora da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), maio dá início ao período de maior aquecimento da atividade industrial no ano, que atinge seu pico em agosto e setembro. O fato de a atividade ter caído no mês, avalia, preocupa porque pode significar um ritmo mais lento durante todo o próximo semestre.
A Fiesp não mudou sua projeção de crescimento para este ano. Clarice diz esperar uma taxa de crescimento do setor de 2%. ‘‘Mas isso só significa que crescemos um pouco em relação a um ano muito ruim.’’
Até maio, estima a Fiesp, a indústria já amarga uma queda de produção acumulada em 12 meses de cerca de 1%. O resultado pode ficar positivo porque no segundo semestre de 2001, afetada pelo racionamento, a produção caiu. Ou seja, a produção industrial do segundo semestre de 2002 será comparada à produção de um período em que a indústria estava em retração e, portanto, a produção era menor.

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