Indústria participa da política do carro elétrico
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terça-feira, 25 de maio de 2010
Daniel Lima <br>Agência Brasil 
Brasília - O governo pretende ampliar os estudos sobre os incentivos para a produção comercial do carro elétrico brasileiro, informou ontem o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini. Pela manhã, depois de anunciar que iria apresentar um conjunto de sugestões sobre a criação do regime automotivo do carro elétrico, o Ministério da Fazenda voltou atrás e cancelou a solenidade de apresentação a empresários e técnicos do setor.
Segundo a assessoria de imprensa do ministério, o anúncio foi cancelado a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que quer conhecer melhor o projeto. Belini considerou natural que o governo queira adiar o anúncio e dar continuidade aos estudos sobre o carro elétrico brasileiro. 'Vamos continuar conversando para, provavelmente, formular uma política mais ampla. Não saímos frustrados. Não é uma questão de dias ou semanas que vai frustrar nossas expectativas', disse.
O presidente da Anfavea entende que as discussões devem se aprofundar porque envolvem uma nova política energética para os veículos do Brasil num período longo, para os próximos 50 anos. Ele negou que, em encontro que teria ontem com a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, discutiria o aumento da alíquota do imposto para a importação de carros.


