Indústria paranaense tem queda na produção
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sábado, 07 de novembro de 2009
Rosiane Correia de Freitas<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Estado do Paraná registrou o maior recuo na produção industrial brasileira entre 14 estados brasileiros pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no mês de setembro. Segundo a pesquisa, divulgada ontem, a produção industrial paranaense recuou 2,9%. Na média, a indústria brasileira cresce 0,8% no mesmo período. O Paraná foi o único Estado pesquisado a apresentar recuo nesse índice.
Para o economista Cid Cordeiro, do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos (Dieese), o desempenho do Paraná se deve ao recuo registrado na produção de veículos automotores (-49%), resultado da greve que atingiu as empresas do setor naquele mês. Os setores de alimentos e madeira também registraram queda de 13,4% e 25,9%, respectivamente. ''O setor madeireiro foi muito afetado pela crise e já vinha registrando recuo na produção durante todo o ano'', analisa.
Já a queda na produção de alimentos surpreendeu o economista. ''Os indicadores de emprego mostram que o setor está contratando, o que faz com que essa queda não seja esperada'', explica. ''Mas como os indicadores do IBGE não são detalhados não há como saber em quais áreas houve retração no setor de alimentos'', completa.
A retração na produção paranaense chegou a -5,9% no acumulado desde janeiro e -4,3% nos últimos doze meses. Em comparação com o trimestre imediatamente anterior a produção cresceu 3,6%, já com os ajustes de sazonalidade. ''O que se vê é que a queda registrada em setembro no Paraná realmente está fora da curva normal de desempenho da produção em 2009'', diz.
O IBGE também registrou o aumento da participação de nove setores na produção paranaense, entre eles a edição e impressão, que passou de 12,5% para 69,5%; máquinas e equipamentos (de -26,9% para -3,4%) e outros produtos químicos (de -10,5% para 44,7%).
Apesar dos dados negativos, Cordeiro acredita que o mês de outubro deverá trazer registros mais animadores. ''Como setembro de 2008, que é base de comparação, foi um mês de pico de crescimento na produção com 17,59%, na comparação o atual desempenho é realmente mais fraco''. ''A produção está em retomada e todas as expectativas em relação as vendas de Natal são otimistas, com previsão de alta de 10 a 20% em relação ao desempenho de 2008'', completa.


