Dentro da queda de 1,2% da indústria no País em 2014, a de transformação acumulou o principal recuo: -3,8%. O economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher, diz que esse segmento está mais exposto à competição internacional e sofre com maior incidência de carga tributária, o que limita a competitividade. Para ele, a queda do setor no Paraná foi ainda maior. "Há muita influência da indústria automotiva e da queda das exportações para a Argentina. No momento, também, o custo tributário no Estado é superior ao dos concorrentes", explica, apontando o aumento iminente nas alíquotas do ICMS como prejudicial.
Para Zurcher, outro indicativo de que o ano de 2015 não será bom é a queda nos investimentos (-4,4%), o que significa que os empresários estão comprando menos máquinas e equipamentos. "A formação de capital fixo mais ou menos define o futuro do PIB; se essa variável se mantém negativa, não há perspectivas de crescimento", diz. O vice-presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado do Paraná (Sindimetal), Ary Sudan, diz que o processo de desindustrialização se acentuou em 2014 e que não existe um plano de fortalecimento da indústria. "A indústria perde força por burocracia excessiva, encargo tributário, falta de infraestrutura, e vai absorvendo custos dessa incompetência", reclama. (C.F.)

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