Indústria paranaense deve crescer 3%, prevê a Fiep
Indústria paranaense deve
crescer 3%, prevê a Fiep
Dados apresentados ontem prevêem também superávit na oferta de empregos
Luis Lomba
Arquivo Folha
Volta à ativaGomes de Carvalho reassumiu ontem a Fiep, já recuperado do infarto que sofreu em abrilA indústria paranaense deve crescer 3% este ano, segundo previsão do presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), José Carlos Gomes de Carvalho. Ele reassumiu ontem as atividades à frente da instituição e convocou entrevista coletiva para comentar o desempenho da indústria no primeiro trimestre deste ano. O número pode ser creditado ao otimismo de Carvalho, após se recuperar do infarto que sofreu no dia 17 de abril, já que a maioria dos economistas prevê crescimento de no máximo 2%.
O presidente da Fiep prevê também que a indústria termine o ano com superavit no número de empregos oferecidos, apesar da pesquisa que mostra queda de 2,21% no número de vagas na produção este ano, até março. No primeiro trimestre a indústria teve desempenho nas vendas 8,42% superior a fevereiro. No acumulado do ano, as vendas foram 0,97% inferiores ao mesmo período de 1997.
Com este resultado positivo em março podemos esperar que o desempenho este ano supere do de 1997, disse o presidente da Fiep. A boa performance estatística da indústria paranaense em março foi puxada pelo segmento de perfumaria, sabões e velas, que vendeu 43,92% mais que em fevereiro. No acumulado deste ano, as vendas do segmento são 64,8% maiores que no primeiro trimestre do ano passado. As vendas desse segmento cresceram principalmente para outros Estados (+65,75%) e para o exterior (+70,52%), enquanto as vendas para o Paraná aumentaram apenas 32,75%.
Nos últimos anos, o crescimento da indústria paranaense foi puxado pelos setores de alimentos e bebidas, o que não se repetiu no primeiro trimestre de 1998, quando alimentos tiveram vendas 8,88% menores que no mesmo período do ano passado e bebidas venderam apenas 1,43% mais, com queda de 11,43% de fevereiro para março. Esses segmentos têm crescido muito ultimamente e investido muito também. É difífil manter um crescimento contínuo por muito tempo, analisou Carvalhinho.
O setor têxtil também teve um bom desempenho no primeiro trimestre (+21,49% em relação a janeiro-março de 1997), atribuído por Carvalhinho às salvaguardas determinadas pelo governo federal contra importações.
O presidente da Fiep admitiu preocupação com os índices de desemprego no Paraná. O número de vagas na indústria está em queda desde junho do ano passado. Em março houve nova queda no número de empregados na produção, de 2,21%, com o índice de trabalhadores empregados chegando a 104, sendo a base 100 a média de 1992. Em junho do ano passado, este índice era de 114. No geral, houve mais segmentos que reduziram a mão-de-obra que o inverso. O que dá esperança no Paraná são as indústrias que estão sendo construídas e vão começar a produzir, isto vai fazer a diferença, disse Carvalho.





