Curitiba - A indústria do Paraná se manteve em destaque em novembro de 2003 e, pelo quinto mês consecutivo, apresentou alta de produção. A variação foi de 1,4%, de acordo com pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho paranaense foi melhor do que a média nacional, de 0,3%.
Entre janeiro e novembro, a indústria local apresenta crescimento de 3,2% em relação ao mesmo período de 2002. É a terceira maior taxa, atrás apenas de Espiríto Santo (12,7%), que se destacou pela produção de celulose, e do Rio Grande do Sul (3,32%). ''Como a Região Sul, que concentra o segundo e terceiro maiores produtores de grãos do Brasil, teve ano de safra boa, houve motivação para investimentos em outros setores'', disse o economista da Global Invest, Alexsandro Agostini Barbosa. No resultado acumulado de janeiro a novembro de 2003, em relação a igual período do ano anterior, houve crescimento em seis das 12 áreas pesquisadas.
Os setores que tiveram destaque no Paraná em novembro foram vestuário e tecidos (com produção 21,4% em relação ao mesmo mês de 2002); transportes (15%); mobiliário (15%); mecânica (10%) e química (8%). No acumulado do ano, apresentaram bom desempenho a indústria de borracha (33,4%) e transporte (9,5%).
As contribuições negativas mais expressivas vieram da indústria de minerais não-metálicos (-23% em novembro e -7,6% no acumulado). Apesar da retração de produção em novembro, as indústrias de material elétrico e de comunicações (-22,2%) e metalúrgica (-18,4%), apresentam bom resultado entre janeiro e novembro: 11,9% e 4,5%, respectivamente.
Das 12 regiões pesquisadas pelo IBGE, apenas cinco apresentaram crescimento em novembro. Tiveram destaque a indústria de Pernambuco (alta de 10,3%); Rio Grande do Sul (8,5%) e São Paulo (3,8%). ''O resultado de novembro já é uma consolidação do que ocorreu no ano: uma grande disparidade entre os setores voltados ao mercado externo e os ligados ao mercado interno'', observou Barbosa. Em 2004, a demanda interna deve voltar a aquecer e com isso estimular a produção. ''A produção agrícola está com uma expectativa boa, mas tem uma base de comparação alta. Já a indústria tem uma base fraca e por isso deve haver um alinhamento entre os setores'', acrescentou.

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