A produção industrial paranaense continua o ano de 2012 com números bem mais sólidos do que no restante do Brasil. De acordo com dados apurados pela Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional (PIM-PF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado registrou um acréscimo de 2,4% no indicador de abril, enquanto a média das unidades federativas avaliadas - 13 no total - caiu 2,9%. O Estado ficou na 4 posição no desempenho nacional graças ao bom momento de alguns segmentos industriais: atividades de edição e impressão, madeira, móveis e máquinas, aparelhos e materiais elétricos.
Em relação ao acumulado do primeiro quadrimestre deste ano, o Paraná também segue na frente do restante do País. Enquanto a média nacional fechou no vermelho novamente (-2,8%), o Estado apresentou crescimento de 6,2%, ficando na segunda colocação, atrás apenas de Goiás.
Nos últimos 12 meses, o acumulado paranaense sofreu uma variação positiva de 7,8%, enquanto a média dos outros estados continua em retração de 1,1%. Durante este ano avaliado, as atividades que impulsionaram a indústria estadual foram a de veículos automotores (17,8%), refino de petróleo e álcool (17,0%), madeira (13,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (7,7%) e produtos de metal (7,4%).
De acordo com o economista da Federação das Industrias do Estado do Paraná, Roberto Zurcher, o setor da agroindústria, a forte venda de veículos devido ao crédito abundante e a produção de álcool são alguns dos fatores que ''dão a dinâmica à indústria do Estado acima da média nacional''.
O economista relembra o crescimento da produção física do Estado nos dois últimos anos. Em 2010, no Paraná houve um crescimento 14,2% contra 10,5% do Brasil. Já no ano passado, o Estado atingiu um valor significativo de 7%, enquanto a média nacional fechou em míseros 0,3%. ''Desde que o Paraná possui esta composição industrial diversificada, é normal que feche o ano com produção industrial acima da nacional'', avalia Zurcher.
Em relação ao mês de março, o volume de produção do complexo fabril do Estado fechou no vermelho em 7%, sendo o segundo pior desempenho do País, que recuou apenas 0,2%. O economista da Fiep explica que a forte queda é justificada pelo crescimento acima do normal ocorrido no mês de março, de 9,8%. ''Foi um pico atípico justificado por ser o primeiro mês de forte atividade do ano. Porém, não podemos avaliar os números de forma isolada e sim nos acumulados'', contextualiza o especialista.
A Fiep acredita que em 2012 o Paraná irá fechar com a produção industrial novamente acima da média nacional, mas com um número bem mais modesto do que de 2011. ''A partir de agora, acontece uma desaceleração. Não chegaremos aos 7%, talvez metade deste percentual'', conclui o representante da entidade.

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