Os sinais crescentes de fraqueza da economia dos Estados Unidos ainda não preocupam a indústria nacional. Até agora, o dia a dia das empresas não foi afetado, segundo economistas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A expectativa dos empresários é de que a economia norte-americana, após a desaceleração acentuada neste primeiro semestre, iniciará a recuperação no segundo semestre. No máximo, os empresários brasileiros esperam a redução das exportações.
‘‘Os empresários estão atentos ao risco que os Estados Unidos representa, mas os Estados Unidos ainda não afetam o dia a dia operacional das empresas’’, disse o economista-chefe da Fiesp, André Carvalho. ‘‘De imediato, não vejo implicações tão grandes para o País’’, reforçou Flávio Castelo Branco, coordenador da CNI.
Os dois economistas ponderam que a indústria nacional não sofreria um impacto maior do desaquecimento norte-americano, porque a economia brasileira é muito fechada. As exportações brasileiras representam cerca de 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, ao contrário de economias mais abertas, como a do México, onde a relação é de 40%.

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