Indústria moveleira comemora apoio do BNDES
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segunda-feira, 29 de setembro de 2003
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
O anúncio feito na semana passada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que destacou a indústria moveleira nacional como uma das prioridades para financiamentos de sua cadeia produtiva, foi bem recebida pelo setor em Arapongas (37 km a oeste de Londrina). O Sindicato da Indústria Moveleira do município (Sima) espera principalmente ter dinheiro para o financiamento de novas máquinas e para capital de giro, segundo seu presidente, Sebastião Antônio Batista, que também é vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Mobiliário (Abimóvel).
A indústria moveleira é responsável por 69% do Produto Interno Bruto de Arapongas, empregando diretamente 7,5 mil pessoas e gerando mais 25 mil empregos indiretos. Segundo Batista, a redução de juros para financiamentos vai agilizar a modernização da linha de produção da indústria, além de facilitar a entrada de novas fábricas em mercados como o norte-americano e o europeu, que exigem mais prazo para o pagamento de suas compras.
Atualmente, a indústria moveleira de Arapongas está com 30% de sua capacidade ociosa, taxa um pouco mais baixa que a média nacional, de 40%, segundo a Abimóvel. ''O mercado está pouco comprador'', afirmou Batista, apontando uma das causas para a ociosidade. O aumento da exportações favoreceria a ocupação de toda a capacidade produtiva. ''Com a injeção de dinheiro prevista pelo BNDES, poderemos melhorar a produção reduzindo custos'', disse Batista.
Anualmente, o pólo moveleiro de Arapongas exporta US$ 300 milhões. Algumas empresas chegam a vender para o exterior até 90% de sua produção. Em termos nacionais, no ano passado, o setor moveleiro exportou US$ 535 milhões, dos quais os Estados Unidos foram responsáveis por 40%. Para este ano, a Abimóvel estima vendas para o mercado externo 20% superiores. De janeiro a agosto, por exemplo, a indústria nacional de móveis já exportou US$ 402,6 milhões.
Além da queda de juros para o financiamento da modernização da linha industrial, Batista conta com o apoio do congresso para o reaquecimento dos negócios do setor. De acordo com o presidente do Sima, um projeto para a criação de crédito semelhantes às disponibilizadas para a linha branca de eletrodomésticos (geladeiras, freezeres e máquinas de lavar) foi encaminhado à Câmara pelo deputado federal Alex Canziani. ''Acredito que essas medidas sejam eficientes para fomentar o setor'', conclui.


