Ao contrário do ano passado, quando indústrias moageiras de soja chegaram a desligar equipamentos por causa da falta de matéria-prima para venda no mercado nacional, este ano as indústrias estão operando com sua capacidade máxima. Em Ponta Grossa, um dos pólos de moagem de soja do Paraná, o esmagamento deve se estender até o começo de dezembro.

Das quatro grande indústrias instaladas na cidade, três estão trabalhando com sua capacidade máxima e uma está parada por um curto prazo para manutenção dos equipamentos.

A Bunge Alimentos, que absorveu a produção da antiga Ceval, está esmagando cerca de 3,1 mil toneladas por dia no Paraná. Segundo o assessor da diretoria da empresa, Herculano Domício Martins, em todo o Brasil, a indústria está atingindo a marca de 20 mil toneladas dia. Este é o primeiro ano que a empresa concentra suas atividades paranaenses em Ponta Grossa, já que a indústria de Maringá foi fechada no ano passado. ôEste ano temos os dois principais fatores que motivam o prolongamento da moagem: matéria prima e mercado", avalia Martins.

A estimativa da Bunge é aumentar em 10% o volume de esmagamento da soja este ano, em comparação com os índices atingidos em 2000, quando a empresa esmagou 5,8 milhões de toneladas de soja, o que equivale Moagem de soja deve se estender até dezembro a 28% do total de soja processada no Brasil.

A Insol do Brasil iniciou suas atividades em junho desse ano, arrendando a estrutura da Olvepar, que entrou em concordata no ano passado. Segundo o gerente administrativo da Insol, Carlos Benatti, a moagem na unidade de Ponta Grossa deve prosseguir até novembro, totalizando 75 mil toneladas.

Segundo Benatti, mesmo com a maior oferta de soja no mercado interno este ano, o preço do grão ficou alto por causa da variação cambial. ''Com a alta do dólar, o preço da soja subiu e só agora começa a normalizar'', relata.
Na Coimbra, o esmagamento está chegando a duas mil toneladas por dia e a previsão é de que continue com essa média de volume até o final do ano.

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