Indústria já pede medidas de proteção
Indústria já
pede medidas
de proteção
A crise argentina estimula o protecionismo no país. Os industriais argentinos pediram ao ministro da Economia, Roque Fernández, mais proteção para os produtores, com o objetivo de reativar a economia. Osvaldo Rial, presidente da entidade que agrega o setor industrial, entregou ontem ao governo um documento pedindo o aumento temporário dos impostos de importação.
Não podemos deixar a economia toda aberta, confiando que o mercado solucione tudo, pois nem os países mais liberais fazem isso, disse Rial. Segundo ele, a Secretaria de Indústria e Comércio se comprometeu a estudar medidas setoriais para protegê-los. A Chancelaria argentina não quis comentar o assunto.
A UIA também quer uma legislação que facilite a aplicação de medidas antidumping e antisubsídios. O sindicato patronal pede a simplificação e agilização dos processos que permitem a adoção da proteção. Em Brasília, a diplomacia brasileira considera que a Argentina é bastante flexível na aplicação desse tipo de medida.
Em diversas oportunidades, autoridades brasileiras manifestaram a preocupação com a escalada do uso desses instrumentos, que impedem a livre circulação de mercadorias. Este ano, a Argentina já adotou medida antidumping contra o aço laminado a quente do Brasil. O governo estuda aplicar proteção para o aço laminado a frio e o jeans.
A UIA também reivindica o uso de salvaguardas contra importações do Mercosul. Ao contrário das medidas antidumping e antisubsídios, para aplicar uma salvaguarda, o país não precisa provar a existência de práticas desleais de comércio.





