O racionamento de energia elétrica, a crise da Argentina, a desvalorização do real e os juros altos causaram temor no setor produtivo, na passagem de um semestre para o outro, porque fizeram o consumidor deixar a carteira no bolso. Mas setembro começou e alguns setores industriais já passam a sentir um reaquecimento no consumo e nas encomendas para o fim do ano, quando mais se vendem produtos como roupas, calçados, brinquedos e eletrodomésticos. É época de semana da criança, Natal e 13º salário. Esses setores, se não fecharem 2001 com ganhos sobre o ano passado, devem ao menos empatar o desempenho.
A indústria de brinquedo, apesar de ter visto os preços dos produtos caírem 4,5% reais desde o ano passado, deve fechar este ano com um crescimento de 8% sobre o faturamento de R$ 924 milhões de 2000, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Brinquedo (Abrinq). Isso se a venda de brinquedos saltar dos 196 milhões de unidades do ano passado para os 230 milhões previstos para este ano.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva, afirma que, ainda que o BC corte os juros na próxima reunião, o consumo não vai crescer tão rapidamente, apesar de a indústria ter condições de aumentar a produção de imediato.

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