Depois de ter registrado aumentos consecutivos de vendas para o comércio varejista entre março e junho, a indústria paranaense apresentou queda de 5,3% em julho. A variação negativa foi atribuída ontem pelos economistas da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) ao final da safra de cana-de-açúcar e ao forte inverno, que prejudicou a agroindústria. Apesar da redução de julho, o balanço dos últimos sete meses mostra um crescimento de 13,09% nas vendas sobre o mesmo período no ano passado.
Os setores que contribuíram com a redução da atividade industrial foram Produtos Alimentares com queda de 15,3%, Material de Transportes com redução de 10% e Madeira com 9,9%. Em relação ao mesmo mês no ano passado, o setor de Transporte teve um crescimento de 115%. Enquanto os outros dois segmentos tiveram redução próxima a 20% se a comparação for feita entre julho deste ano sobre julho do ano passado.
Em contrapartida, as indústrias de produtos farmacêuticos, mobiliário e material elétrico e de comunicações tiveram as maiores vendas em julho. A indústria farmacêutica vendeu 12,2% a mais, enquanto que as fábricas que produzem móveis venderam 10,5% e as de material elétrico 8,5% a mais em relação a junho. Todos os três segmentos industriais cresceram de 4% a 28% sobre o mesmo mês no ano passado.
A pesquisa da Fiep indicou ainda que a indústria paranaense opera hoje com faturamento 52% superior à média de 1992, ano tomado como base para o levantamento. Nos últimos meses o que se constatou foi uma retomada nas vendas para o exterior, mas há uma variação positiva também nas vendas entre os Estados brasileiros. Esta última modalidade teve um crescimento de 20,5%, enquanto que a exportação foi 16% superior. ‘‘Os números indicam que a atividade industrial paranaense tem se integrado cada vez mais com outros países e regiões do País’’, afirmou o presidente da Fiep, José Carlos Gomes Carvalho.
Quanto ao nível de emprego na indústria estadual, houve uma queda de 2,8% nos primeiros sete meses do ano sobre igual período no ano passado e uma geração de trabalho de 0,01% em julho sobre junho, representando a abertura de 30 vagas.
As indústrias de material elétrico, transporte e minerais não metálicos foram as que mais empregaram. As maiores quedas no nível de emprego foram verificadas nas indústrias de madeira, bebidas, e produtos alimentares. A massa salarial líquida apresentou aumento de 4,2%, situação que se repete há quatro meses consecutivos.

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