Curitiba O nível de emprego na indústria de alimentação no Paraná cresceu 0,82%, em julho, com a abertura de 749 novas vagas. O interior do Estado, onde está concentrada maior parte das indústrias do setor, respondeu por 61% dos empregos, totalizando 460 novos postos de trabalho. A Região Metropolitana de Curitiba empregou 289 trabalhadores. As informações foram divulgadas ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e Federação dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação do Paraná.
De janeiro a julho, a indústria alimentícia acumula crescimento de 8,32% no nível de emprego. Nesse período, foram abertas 7.062 vagas, sendo 6.573 no Interior e 489 na região metropolitana. O número de empregos no Interior cresceu 9,31% e 3,42% na Grande Curitiba no primeiro semestre. Ao todo, a indústria da alimentação emprega 92 mil trabalhadores, o maior contingente entre as demais empresas do setor industrial.
A produção na indústria da alimentação também cresceu 0,89% em julho em relação ao mês anterior. Na comparação com julho do ano passado, no entanto, o setor registra queda de 7,82%. A variação de janeiro a julho também foi negativa (-1,85%) comparada ao mesmo período de 2001. Em julho, a produção de fumo apresentou a maior queda (-79,69%).
De acordo com o economista do Dieese, Cid Cordeiro, o dado que mais chamou a atenção foi a elevada queda na exportação de produtos ligados à indústria alimentícia. A variação negativa de 33,63%, segundo ele, foi provocada pela retração nas vendas em consequência da instabilidade no mercado financeiro. De janeiro a julho, as exportações caíram cerca de 19%.
Mesmo com o desempenho negativo nas exportações, a balança comercial do Paraná ainda deve fechar o ano com um saldo positivo de R$ 1 bilhão. No entanto, esse superávit, explicou Cordeiro, é resultado da queda de 37% também nas importações.

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