Indústria farmacêutica quer novo reajuste em janeiro
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sábado, 27 de outubro de 2001
Agência Estado<br> De São Paulo 
A indústria farmacêutica deve voltar, em janeiro, à mesa de negociação para reivindicar do governo um novo reajuste dos medicamentos. Dessa vez, para tentar ganhar a diferença entre o percentual de 17% defendido para 2001 e o reajuste de 4% autorizado pelo governo que começa a vigorar em 1º de novembro. Ou seja, ficam para 2002, 13 pontos percentuais. Mas pode ser mais.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma), o percentual que será negociado em 2002 leva em conta o cálculo da desvalorização do real, já que é em dólar que se paga a maior parte dos princípios ativos dos medicamentos. Há ainda o reajuste salarial, previsto em 7%, referente à data-base de 2001 e que vence em novembro.
Dependendo do dólar e dos salários, que são as variáveis que mais pesam no custo dos medicamentos, o reajuste sugerido pelo segmento poderá até ser maior. Isso, caso a desvalorização do real avance ainda mais e o percentual de reajuste dos trabalhadores da indústria fique acima do que foi concedido no ano passado.


