Curitiba - A indústria paranaense ligada à exportação vem liderando a ampliação no número de empregos. Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou que no mês de abril, o emprego industrial no Estado teve elevação de 4,3%, em relação ao mês anterior.
  As indústrias de alimentos e bebidas ampliaram o número de empregos em 8,4% no mês. As indústrias do vestuário elevaram o número de empregos em 13,11%. A a indústria da madeira elevou 15,17% e a indústria de máquinas e equipamentos, excluindo a indústria de produtos eletrônicos, ampliou em 19,21% a oferta de empregos.
  No entanto, a indústria paranaense voltada ao mercado interno continua com desempenho ruim, o que arrastou a atividade industrial para uma queda de 2,5% no mês de abril, em relação ao mesmo período do ano passado. Houve queda real de 6,1% também na folha de pagamentos em relação ao mês anterior e no acumulado do ano, a queda foi de 10,8%. A maior queda ocorreu no ramo de alimentos e bebidas, que reduziu em 14,6% sua folha de pagamentos, informou o IBGE.
  A contradição entre a queda na atividade industrial e o aumento do número de empregos gerado pela indústria no mesmo mês está ocorrendo porque muitas indústrias em dificuldades estão aguardando dias melhores. De acordo com o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Cid Cordeiro, quem exporta está criando mais empregos. E quem não exporta está apostando numa retomada da economia para o segundo semestre. Como fica muito caro demitir e perder pessoal treinado, essas indústrias preferem manter quadros para não perder produtividade para frente.
  Junto com o Paraná, as indústrias dos estados do Centro-Oeste também ampliaram o número de empregos. Em compensação estados como São Paulo, Rio de Janeiro, tiveram quedas significativas de emprego provocadas por demissões nos setores de máquinas e aparelhos eletro-eletrônicos, de comunicações e de papel e gráfica. No total, o contigente de trabalhadores em todo o País caiu 0,9% no mês de abril em relação ao mês anterior, constatou o IBGE.

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