Indústria evita queda das exportações no Paraná
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segunda-feira, 18 de abril de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O aumento das exportações industriais no Paraná estão compensando a expectativa de queda nas exportações do agronegócio. Neste primeiro trimestre de 2005, as vendas externas paranaenses atingiram US$ 2 bilhões, que corresponderam a um crescimento de 9,39% sobre o movimento das exportações no mesmo período do ano passado, que rendeu US$ 1,8 bilhão.
Segundo informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e divulgadas ontem pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), ocorreram aumentos significativos nas exportações de produtos de maior valor agregado como automóveis com motores 1.0, bombas injetoras de combustíveis, cortes especiais de carnes de aves, cabines de caminhões e madeiras perfiladas
O presidente da Fiep, Rodrigo Rocha Loures, chamou a atenção para o desempenho das exportações industriais, apesar da queda de 8% na cotação do câmbio praticado este ano. O empresário atribuiu o resultado à ampliação de novos mercados, onde mais países passaram a comprar produtos brasileiros.
O Paraná é o quarto maior Estado exportador do País, atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Em março, as vendas externas paranaenses ficaram em US$ 859 milhões, com um crescimento de 7,62% sobre o mesmo mês de 2004, quando a receita com as exportações somaram US$ 798 milhões.
Mas a desvalorização do dólar está se refletindo nas vendas das commodities agrícolas. As exportações de milho caíram 69,40%. O volume de negócios despencou de US$ 181,6 milhões para US$ 55 milhões, no primeiro trimestre deste ano. Também houve queda de 14% na venda de bagaço de soja. O resultado dos embarques saiu de US$ 213 milhões, no ano passado, para US$ 183 milhões.
Enquanto isso, a receita com as exportações de carros 1.0 avançaram de US$ 2 milhões em 2004 para US$ 52 milhões no primeiro trimestre deste ano. As vendas externas de bombas injetoras de combustíveis saltaram de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões.
De acordo com Henrique Santos, coordenador do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fiep, ''felizmente as empresas paranaenses perceberam que num ambiente de câmbio baixo é preciso atuar em outras áreas que elas mantém o controle como a produtividade, redução de custos e ampliar a abordagem do mercado''.
Apesar do crescimento das vendas dos produtos industrializados, o superávit da balança comercial paranaense ficou menor que em 2004. O saldo das exportações do Estado atingiu US$ 430 milhões em março e US$ 809 milhões no ano.''As indústrias estão aproveitando o dólar baixo para importar máquinas mais eficientes que gastam menos e produzem com mais qualidade'', enfatizou Santos.


