Indústria está otimista para 2013
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Adriana De Cunto<BR> Reportagem Local 
Curitiba - O cenário para 2013 é otimista na avaliação do empresariado paranaense. A 17ª Pesquisa Sondagem Industrial, divulgada ontem pela Federação ds Indústrias do Paraná (Fiep), aponta que 84,02% dos entrevistados têm expectativas positivas para o ano que vem. Do restante, 11,86% se mostrou desfavorável e 4,12% não se posicionaram. A pesquisa foi realizada em novembro deste ano com 412 empresas industriais de todas as regiões do Estado e de todos os tamanhos. A sondagem mostrou que a indústria está mais confiante. Quando foi feita a prospecção para 2012, 76,95% dos entrevistados estavam otimistas.
Entre os otimistas, 41,19% disseram que farão novos investimentos, 40,09% acreditam que vão vender mais e 18,71% preveem aumento de emprego. A grande maioria dos que pretendem investir (73,76%) usará recursos próprios. Entre os pessimistas, 55,84% não realizarão investimentos, 22,08% acreditam que haverá redução nas vendas e 22,08% apostam na redução de emprego.
O presidente da Fiep, Edson Luiz Campagnolo, acredita que as medidas anunciadas este ano para melhorar a competitividade da indústria brasileira sejam um dos fatores de otimismo. Ele cita a desoneração da folha de pagamento para alguns setores e a queda da taxa de juros. As previsões do crescimento da safra agrícola no ano que vem também é motivo de comemoração. "Aquela máxima é verdadeira: quando a agricultura vai bem, tudo vai bem. O comércio vende mais e a indústria produz mais", afirma.
Quanto aos novos investimentos para 2013, a recomposição dos níveis de produtividade da mão de obra aparece em primeiro lugar, com 51,98% das opções dos empresários. Outros 49,75% pretendem investir na melhoria do setor produtivo. Segundo a diretoria da Fiep, aumentar a produtividade é um dos principais desafios para 2013, pois a produtividade da mão de obra brasileira na indústria situa-se muito abaixo da dos países desenvolvidos e também das principais economias emergentes.
Segundo o coordenador do Departamento Econômico da Fiep, Maurílio Schmitt, a melhoria da produtividade da mão de obra, depende, principalmente de educação. "As empresas que mais crescem e geram riqueza são aquelas que dispõem de colaboradores com elevada qualificação", afirma. Campagnolo lembra que o Brasil pecou, no passado, por não investir em capacitação do trabalhador. Ele acredita que algumas medidas podem ajudar a reverter a situação, entre elas o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), criado pelo governo federal, em 2011, com o objetivo de ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica. A falta de mão de obra qualificada foi apontada por 32% dos entrevistados quando questionados sobre as dificuldades para enfrentar a concorrência no mercado interno.



