Curitiba - O mercado de trabalho está gerando mais oportunidades de vagas para homens jovens e com escolaridade de segundo grau completo ou imcompleto. E mais: praticamente 100% dos novos empregados recebem salário máximo de até três salários mínimos. Este é o perfil do trabalhador que encontrou colocação no primeiro semestre de 2004, conforme levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).
De acordo com a pesquisa, esse perfil de trabalhador se encaixa nas necessidades da indústria que é o setor que mais está criando empregos nessa fase de reaquecimento da economia. ''No entanto, o levantamento revela também que a indústria está gerando empregos de baixa qualidade'', disse o economista do Dieese, Sandro Silva.
De acordo com a pesquisa, dos 94.540 empregos gerados no Paraná, 67,58 das vagas foram ocupadas por homens, sendo a maioria das vagas geradas no Interior do Estado. O restante das vagas foi ocupado por mulheres. Desse total ainda, 50,29% dos ocupados têm o segundo grau completo ou incompleto e outros 40,26% dos empregados têm até o primeiro grau de escolaridade. Somente 9,45% dos trabalhadores com curso superior completo ou incompleto conseguiram emprego, que significa que os segmentos mais desenvolvidos da indústria ainda não estão gerando o nível de empregos desejado.
A pesquisa mostra que ao contrário dos chavões dos especialistas em recursos humanos, os trabalhadores com grau de instrução maior estão com mais dificuldade de conseguir colocação no mercado de trabalho, avaliou o economista Cid Cordeiro, do Dieese. A pesquisa revela também que as mulheres que antes encontravam emprego com mais facilidade, estão sendo superadas pelos homens na preferência das indústrias. Isso porque as indústrias do setor textil e vestuário, que mais absorvem mulheres, ainda enfrentam dificuldades de colocação dos produtos no mercado interno.
Outra revelação da pesquisa é que 56% dos trabalhadores demitidos têm menos de um ano de trabalho. O levantamento mostrou que 37% dos demitidos têm menos de seis meses de trabalho e somente 23% têm acima de dois anos no emprego.

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