Brasília- - Apesar do ambiente político conturbado, em razão das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), e da agenda eleitoral, que deixa o Congresso Nacional com pouco tempo para votações, os empresários acreditam que é possível avançar em um conjunto de medidas em favor do crescimento econômico. Entre elas, mais corte de impostos sobre máquinas e equipamentos e o alongamento dos prazos para recolhimento dos tributos federais.
''Propusemos uma agenda positiva para este ano'', disse o gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco. O documento com essas propostas foi entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Castelo Branco avalia que, num ano eleitoral, dificilmente haverá avanços em temas estruturais importantes, como as reformas tributária e trabalhista. De imediato, a CNI acha que o governo poderia tirar as Parcerias Público-Privadas (PPP) do papel. ''Já foi feito tudo o que era necessário em termos de regulamentação, mas não vimos consequência'', observou o executivo. As PPPs, segundo ele, ajudariam a melhorar a infra-estrutura do País.
Outra sugestão para uma agenda mínima é tornar mais claras e estáveis as regras para a concessão de licenças ambientais. Na avaliação da CNI, essas dificuldades, ao lado dos juros elevados, desestimulam os investimentos.
O governo poderia adotar este ano sem depender de aprovação do Congresso Nacional, segundo a CNI, o alongamento dos prazos de recolhimento de tributos, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Nos tempos da inflação, alguns setores tinham de recolher o IPI a cada 10 dias. Hoje, o prazo está em 30 dias.(L.A.O.)

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