A Confederação Nacional da Indústria (CNI) constatou desaquecimento da atividade industrial no primeiro trimestre. Pesquisa realizada pela instituição detectou quedas nos indicadores de produção, de faturamento e de estoques do setor, assim como a tendência menos expressiva de exploração do mercado externo. Os resultados já levam a CNI a reduzir sua estimativa de crescimento de 6% da atividade industrial neste ano.
Na avaliação do presidente da CNI, deputado Carlos Eduardo Moreira Ferreira (PFL-SP), esse cenário de recuo na atividade do setor foi provocado pela combinação dos efeitos da crise argentina – que acentuou as pressões sobre a taxa de câmbio e levou ao aumento da taxa de juros –, da insegurança do setor sobre o fornecimento de energia e do mais recente escândalo no Senado. Entretanto, 67% das empresas consultadas continuam apontando a elevada carga tributária como o principal problema.
Realizada entre os últimos dias 23 de março e 18 de abril, os resultados não refletiram o segundo aumento consecutivo da taxa de juros, na semana passada, nem o acirramento da crise política.

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