Paulo Pegoraro
De Cascavel
A Coopavel, com 3,5 mil associados, conseguiu elevar seu faturamento de R$ 115 milhões, no primeiro semestre do ano passado, para R$ 120 milhões em igual período neste ano, obtendo lucro líquido de R$ 3,3 milhões, ou mais de 8% acima do registrado nos primeiros seis meses anteriores. Estes resultados foram garantidos pelo valor agregado a produtos industrializados pela cooperativa, que opera o principal parque industrial da região de Cascavel.
O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, disse ontem, ao comentar o desempenho, que ele é significativo porque não foram iniciadas novas atividades, apenas ‘‘aumentada a produtividade e reduzidos os custos’’. A organização iniciou o ano já abatendo 140 mil frangos ao dia em seu frigorífico, e projeta para o ano todo faturamento de R$ 72 milhões apenas neste segmento. Outra indústria transformou 106 mil t de soja em farelo e óleo, e um laticínio envasou e transformou em queijo e outros derivados 4,8 milhões de litros de leite.
Além disto, a fábrica de fertilizantes chegou a 16,3 mil t, e a de rações 72,6 mil t. O complexo industrial, formado ainda por outras unidades, responde hoje por 70% do faturamento da cooperativa. A Coopavel, que já tinha frigoríficos para abate diário de 400 cabeças de suínos e 100 de bovinos, está implantando outros abatedouros, respectivamente para 1,5 mil cabeças e 200 cabeças. As indústrias geram 1,8 mil empregos diretos e 3 mil no campo.
Dilvo Grolli relata que a cooperativa procurou ‘‘projetar-se para a modernidade da economia globalizada’’ ainda no início dos anos 90, com amplas discussões com os cooperados. Houve grande empenho no projeto de verticalização da economia, representada pelo processamento da matéria-prima.

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