O racionamento de energia elétrica, a volatilidade do dólar e a crise argentina estão forçando a indústria elétrica e eletrônica brasileira a diminuir o ritmo de crescimento, informou ontem a Associação da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), entidade que representa o setor. No início do ano a Abinee previa um crescimento de 20% no faturamento, que passaria de R$ 50 bilhões em 2000 para aproximadamente R$ 60 bilhões este ano.
Transcorridos seis meses do ano, dos quais um sob racionamento de energia, a entidade divulga que vai rever a previsão de crescimento. ‘‘Nós ainda vamos crescer este ano, mas seguramente o número será menor que os R$ 10 bilhões previstos inicialmente’’, afirmou Sérgio Galdieri, vice-presidente executivo da entidade. Ele não arriscou uma nova previsão: ‘‘Há segmentos que estão crescendo e outros que terão retração’’.
Apesar da desaceleração do ritmo de crescimento, o setor não deve demitir, informa a Abinee. Os 143 mil empregados das cerca de 700 empresas associadas terão os empregos mantidos. Novas vagas, no entanto, também não devem ser abertas. A entidade enviou um questionário para cerca de 500 empresas associadas, que são aquelas instaladas nas regiões onde há racionamento. O objetivo era avaliar como as empresas estão reagindo às novas condições de produção e do mercado. Cerca de 130 responderam e os dados estão sendo avaliados pela Abinee. Com base nesse levantamento, a entidade poderá divulgar uma nova projeção de crescimento.
A Abinee tem associadas dos segmentos de componentes, informática, telecomunicações, materiais elétricos de instalação, equipamentos para Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD), automação industrial e equipamentos industriais. Tem ainda algumas associadas do segmento de eletrodomésticos.

mockup