Indústria é o setor mais forte de Maringá
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 24 de abril de 2002
Lucinéia Parra Equipe da Folha 
Maringá - O Censo Econômico realizado pela Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo de Maringá em novembro e dezembro do ano passado, registrou dados curiosos e também preocupantes em relação ao perfil do município. O censo apurou 390 mil informações que deverão ser utilizadas para formatar uma segunda pesquisa que indicará os vazios econômicos de Maringá. A secretária Rosa Izelli Martins destaca que com os dados será possível traçar estratégicas para corrigir algumas falhas e melhorar as oportunidades de investimento.
Um dos dados preocupantes verificados é o elevado número de empresas de um mesmo ramo de atividade. Na área de prestação de serviços, por exemplo, o Censo identificou 582 salões de beleza, o que implica na relação de um para cada grupo de 515 habitantes. No setor de vestuário, existem na cidade 917 estabelecimentos, sendo 400 industriais e os demais no comércio.
De acordo com o levantamento, Maringá possui 13.032 empresas, com 1.327 na área industrial, 5.553 comerciais e 6.152 de prestação de serviços. Apesar da quantidade menor de estabelecimentos, a indústria é a maior fonte de renda do município. Das 87.737 empregadas dos três setores, mais de 35 mil pessoas trabalham em prestação de serviços, 24 mil no comércio e 22 mil nas indústrias. Do total de trabalhadores, 83% moram em Maringá e 17% nos municípios da região.
Apesar do baixo índice de empresários e empreendedores com curso superior, a média de escolaridade dos trabalhadores em Maringá, conforme Rosa Izelli, é considerada boa. Apenas 3% são analfabetos ou com baixa escolaridade; 87% têm a partir do primeiro grau completo, revela. Segundo a secretária, o que está deixando a desejar é a qualificação de empresários, diretores de empresas e trabalhadores.
Nosso objetivo é manter parcerias com as empresas e entidades que apoiaram a realização do Censo Econômico para que os projetos de sustentação da economia local sejam viabilizados, diz Rosa. Segundo ela, na área industrial o município está atuando em três frentes: revisão da lei de incentivos fiscais, melhoria da infra-estrutura dos parques industriais e desenvolvimento de um Centro Tecnológico. Ainda não temos o foco em relação a atividade que será priorizada pelo Centro Tecnológico, mas já temos certeza que é importante investir em tecnologia, afirma.
O censo foi realizado pela empresa CEP, de Campo Largo. Cerca de 40 estudantes do Cesumar e 80 agentes da Secretaria de Saúde participaram do levantamento dos dados.


