Indústria e comércio têm melhor desempenho em geração de emprego
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O primeiro semestre de 2007 apresentou o melhor desempenho em geração de emprego, dos últimos 15 anos, no Paraná. Indústria e comércio foram os setores responsáveis por quase 68% das vagas criadas nos seis primeiros meses desse ano. A pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada ontem, aponta um crescimento acumulado de 5,12%, no ano, com um saldo de 95.215 empregos. O último melhor resultado havia sido registrado, em 2004, quando o Estado fechou o semestre com saldo 74.578 empregos.
O economista do Dieese, Sandro Silva, observou que, dificilmente, a geração de emprego no Paraná irá superar, no fechamento deste ano, os resultados obtidos em 2004. Isso, porque a tendência é que neste segundo semestre os setores que vinham contratando, desde o final de 2006, mantenham o mesmo ritmo. Segundo ele, a abertura de postos de trabalho nos seis primeiros meses esteve vinculada, principalmente, à safra agrícola e agora se inicia movimento contrário, com demissões por conta do período de entressafra.
O Interior registrou, tanto no semestre como no mês de junho, crescimento superior ao da Região Metropolitana de Curitiba: 6,44% e 0,55%, contra 3,16% e 0,26%, respectivamente. No acumulado de janeiro a junho, dentro do segmento industrial, destacam-se a produção de alimentos e bebidas, com a geração de mais de 23,5 mil postos de trabalho, e a indústria têxtil e de vestuário, com quase 5,9 mil novas vagas. Em junho, comércio varejista (1.472 vagas), indústria de alimentos e bebidas (1.403 vagas) e agricultura (1.068 vagas) responderam por 46,6% dos empregos criados no Estado.
O crescimento no nível de emprego, no semestre, deixou o Paraná na sétima posição entre os 27 estados brasileiros. O Mato Grosso liderou o ranking, com alta de 8,26%. Nos últimos 12 meses (julho de 2006 a junho de 2007), o Paraná sobe para a quarta colocação, com variação de 6,05%. Em junho, o desempenho paranaense ficou atrás de outros 16 estados.


