Indústria do PR se recupera em março
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quinta-feira, 09 de maio de 2013
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
A produção industrial no Paraná cresceu 5,4% em março, na comparação com fevereiro, quando havia recuado 1,3% perante janeiro. Com isso, o primeiro trimestre do ano mostra um crescimento de 6,5% em relação ao último trimestre de 2012. Os números são da série com ajuste sazonal e foram apresentados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
A comparação entre os mesmos trimestres dos dois anos, no entanto, aponta um recuo de 4,6% na produção industrial paranaense. Dos 14 setores pesquisados, 6 apontaram redução. O principal impacto negativo foi observado no ramo de edição, impressão e reprodução de gravações (-37,4%), pressionado, em grande parte, pela redução na fabricação de livros, brochuras ou impressos didáticos. Por outro lado, as contribuições positivas mais relevantes sobre o total da indústria ficaram com os setores de veículos automotores (7,2%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (49,1%).
Em bases trimestrais, a indústria do Paraná, ao recuar 4,6% no primeiro trimestre de 2013, reduziu a intensidade de queda frente ao resultado do quarto trimestre de 2012 (-15,8%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. O ganho de dinamismo entre esses dois períodos foi observado em 8 dos 14 setores investigados. Destaque para veículos automotores, que
passou de -33,4% para 7,2%. Por outro lado, as atividades de alimentos (de 4,5% para 2,1%) e de madeira (de 14,3% para 2,8%) apontaram as maiores reduções de ritmo entre os dois períodos.
Segundo, Roberto Zurcher, economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), o setor ainda sofre pela influência da safra no ano passado. "Não é só o segmento de alimentos que tem esse impacto. A indústria paranaense é fortemente influenciada pelo agronegócio, seja na produção de implementos agrícolas, de defensivos, adubos e outros produtos", alega.
Apesar disso, ele acredita que março marcou o início da recuperação da atividade industrial no Estado. "Nos próximos meses, teremos um crescimento forte porque março na verdade é como se fosse o primeiro mês do ano para a indústria", afirma. Zurcher ressalta que muitas indústrias paranaenses ficaram paradas no ano passado para aumentar sua capacidade produtiva. "Elas já começaram a produzir de novo", declara.
O único empecilho para um ritmo mais acelerado de crescimento, segundo ele, é a própria economia nacional. Independentemente disso, ele estima um crescimento entre 2% e 3% da indústria do Paraná neste ano em comparação com 2012.
Brasil
No País, a produção industrial aumentou em oito dos 14 locais pesquisados pelo IBGE em março. Além do Paraná (5,4%), os destaques foram para Minas Gerais (4,4%), Pernambuco (2,6%), Rio de Janeiro (2,5%) e Amazonas (2,5%). Em fevereiro, considerando a mesma base de comparação, todas essas regiões haviam registrado resultados negativos. Além deles, Bahia (0,8%), São Paulo (0,6%) e região Nordeste (0,5%) completaram o conjunto de locais que ampliaram a produção em março. Em contrapartida, apresentaram taxas negativas o Pará (-3,8%), Goiás (-2,8%), Rio Grande do Sul (-1,3%), Ceará (-1,0%), Santa Catarina (-0,7%) e Espírito Santo (-0,3%).



